Futebol · Temporada
1951
- Torneio Início do Rio de Janeiro (Taça Dr. Souza Ribeiro) estadual oficial (vitórias sobre Madureira 2x0, América 1x0, Fluminense 2x0 e Bangu 2x1 na final)
- Elfsborg Cup (Suécia) troféu amistoso internacional (1ª excursão à Europa — 10 vitórias em 10 jogos)
Registro factual
A eleição de Gilberto Ferreira Cardoso para a presidência em 1951 inaugurou uma era de ouro social e esportiva no Flamengo. Com o retorno do técnico Flávio Costa e a chegada de Pavão, Adãozinho e Rubens ('Doutor Rúbis'), o clube realizou entre maio e junho sua primeira excursão à Europa, alcançando a campanha perfeita de 10 vitórias em 10 jogos (32 gols pró e 4 contra): bateu Malmö (1x0, em 16/05/1951, 1º jogo na Europa, e 2x0), AIK (6x1), Combinado do Norte da Suécia (2x1), Elfsborg (3x0), Seleção da Dinamarca (2x0), Halmia (2x0), Norrköping (6x1), Racing Paris na França (5x1) e Belenenses em Portugal (3x0). De volta ao Rio, foi recebido com festa, conquistou o Torneio Início e encerrou o tabu de seis anos sem vencer o Vasco da Gama (2x1 no Torneio Municipal em 06/05 e 2x1 no Campeonato Carioca em 16/09/1951).
Esquadrão Base
Os onze de 1951
- Garcia goleiro Sinforiano Garcia
- Biguá zagueiro Moacir Cordeiro
- Pavão zagueiro Marcos Cortez
- Valter Miraglia médio-direito
- Dequinha centro-médio José Mendonça dos Santos
- Bigode médio-esquerdo João Ferreira
- Nestor ponta-direita
- Hermes meia-direita
- Adãozinho centroavante Adão Nunes Dornelles
- Índio meia-esquerda Aluísio Francisco da Luz
- Esquerdinha ponta-esquerda José Afonso Rodrigues
Craque da temporada
Dequinha
Firmado como centro-médio titular sob o retorno de Flávio Costa, o potiguar Dequinha ditou o ritmo da histórica excursão invicta à Europa (10 vitórias em 10 partidas) e tornou-se o eixo de equilíbrio da geração que dominaria a década de 1950.
Artilheiro
Índio
11 gols
Escopo: Campeonato Carioca 1951 (com Hermes e Adãozinho em destaque na excursão europeia de 32 gols em 10 jogos)
Crônica
Crônica de 1951
Um ano depois do silêncio do Maracanã na Copa de 1950, coube ao Flamengo de Gilberto Cardoso e Flávio Costa devolver a autoestima ao futebol brasileiro nos gramados do Velho Continente. Na primeira excursão rubro-negra à Europa, foram dez jogos na Suécia, Dinamarca, França e Portugal — e dez vitórias incontestáveis, trinta e dois gols marcados, incluindo 6 a 1 no AIK e no Norrköping, 5 a 1 no Racing em Paris e 3 a 0 no Belenenses em Lisboa. De volta para casa, o time levantou o Torneio Início e derrubou o incômodo tabu de seis anos contra o Vasco. Novos ventos sopravam na Gávea.
Texto original escrito em homenagem ao estilo de Armando Nogueira; não é de sua autoria.
Manto e imagem
O manto de 1951
Camisa rubro-negra clássica em aros horizontais vermelhos e pretos (Athleta / Superball), gola polo preta com corte em V sem cadarço, mangas curtas, monograma CRF branco bordado no peito esquerdo e numeração branca nas costas (introduzida em 11/07/1948), calção branco e meiões rubro-negros.
- Calção
- branco
- Meião
- rubro-negro
- Em uso desde
- 1948
Imagem em curadoria.
O arquivo ainda não foi importado para o acervo local.
Ressalvas e divergências entre fontes
Presidente: Gilberto Ferreira Cardoso. Técnico: Flávio Costa. Esportes olímpicos (FlaEstatística): Campeão Carioca e Brasileiro Masculino de Basquete (início do lendário Decacampeonato Carioca 1951–1960 de Kanela e Algodão) e Campeão Carioca Masculino e Feminino Adulto de Vôlei.