Futebol · Temporada
1995
- Taça Guanabara Estadual Oficial
- Troféu South China (China) Taça Internacional
- Troféu Esporte é Vida LBV (RJ) Taça Estadual
Registro factual
Em 1995, ano do Centenário de fundação do Clube de Regatas do Flamengo, o presidente Kleber Leite protagonizou uma das maiores contratações da história do futebol brasileiro ao repatriar do Barcelona o atacante Romário, eleito pela FIFA o melhor jogador do mundo. No primeiro semestre, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo e com o reforço de Branco, o Rubro-Negro conquistou a Taça Guanabara em 23 de março vencendo o Botafogo por 3x2 com três gols de Romário (mesmo atuando com proteção no cotovelo lesionado), chegou à semifinal da Copa do Brasil e terminou vice-campeão carioca. No segundo semestre, o clube contratou Edmundo e Ronaldão e, dirigido por Washington Rodrigues ('Apolinho'), venceu seis jogos seguidos na Supercopa dos Campeões da Libertadores (eliminando Vélez Sarsfield, Nacional-URU e Cruzeiro) até o vice-campeonato diante do Independiente.
Esquadrão Base
Os onze de 1995
- Roger Goleiro Roger Noronha dos Santos
- Fabinho Lateral-direito Fábio Augusto de Castro Carvalho
- Jorge Luís Zagueiro Jorge Luís da Silva
- Ronaldão Zagueiro Ronaldo Rodrigues de Jesus
- Branco Lateral-esquerdo Cláudio Ibraim Vaz Leal
- Charles Guerreiro Volante Charles Natali de Mendonça
- Marquinhos Meia Marco Antônio da Silva
- Djair Meia Djair Kaye de Brito
- Edmundo Atacante Edmundo Alves de Souza Neto
- Romário Centroavante Romário de Souza Faria
- Sávio Ponta-esquerda Sávio Bortolini Pimentel
Craque da temporada
Romário
Contratado ao Barcelona logo após ser eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA, parou o Rio de Janeiro em carreata histórica e marcou 45 gols na temporada, incluindo os três gols da vitória por 3x2 sobre o Botafogo na decisão da Taça Guanabara.
Artilheiro
Romário
45 gols
Escopo: Temporada completa de 1995 (incluindo 26 gols no Campeonato Carioca, 8 na Copa do Brasil e 8 no Campeonato Brasileiro)
Crônica
Crônica de 1995
O Rio de Janeiro literalmente parou em janeiro de 1995 quando Romário, no auge absoluto como melhor jogador do planeta, desfilou em carro aberto rumo à Gávea para vestir o Manto Sagrado no ano do Centenário. Em 23 de março, na decisão da Taça Guanabara contra o Botafogo, o Baixinho entrou em campo com o cotovelo esquerdo imobilizado e escreveu uma página antológica: marcou de pênalti, ampliou de cabeça após jogada de Sávio e, quando o rival empatou no segundo tempo, antecipou-se a um recuo da zaga alvinegra aos 38 minutos para fuzilar as redes e decretar o 3 a 2. Se os tropeços no Estadual e na final da Supercopa deixaram um gosto agridoce nas festas dos 100 anos, o casamento de Romário com a Nação já estava selado.
Texto original escrito em homenagem ao estilo de Armando Nogueira; não é de sua autoria.
Manto e imagem
O manto de 1995
Camisa rubro-negra Umbro Modelo 3 em versão especial do Centenário (1995), com listras horizontais em vermelho e preto, gola polo em V vermelha com bordas pretas e botões, emblema comemorativo 'Fla 100 Anos' na manga direita, logo Coca-Cola na manga esquerda e patrocínio Lubrax no peito.
- Calção
- branco
- Meião
- rubro-negro
- Em uso desde
- 1994
Fontes do manto (1)
Imagem em curadoria.
O arquivo ainda não foi importado para o acervo local.
Ressalvas e divergências entre fontes
Nos amistosos festivos do início de 1995 (como contra a Seleção do Uruguai em Goiânia), o Flamengo utilizou também uma réplica comemorativa da primeira camisa de futebol do clube de 1912 ('Papagaio de Vintém'), com Romário vestindo a camisa 100.