Futebol · Temporada
1945
- Campeonato Carioca de Reservas (Taça Fernando Loretti) segundos quadros / reservas (preliminares do Torneio Municipal)
Registro factual
Em 1945, sob a presidência de Marino Machado de Oliveira, o Flamengo aplicou a maior goleada de toda a história do clássico Fla-Flu: 7x0 sobre o Fluminense em São Januário, em 10/06/1945, pelo Torneio Municipal, com quatro gols de Sylvio Pirillo (artilheiro daquele torneio com 15 gols), dois de Tião e um de Adílson. Em 09/09/1945, na vitória por 2x1 sobre o mesmo Fluminense na Gávea, o clube celebrou o retorno do atacante e pracinha José Perácio, que regressava dos campos de batalha da Itália com a Força Expedicionária Brasileira após o fim da Segunda Guerra Mundial. No Campeonato Carioca, apesar da goleada de 10x1 sobre o Bonsucesso, terminou na 3ª colocação. Fora das quatro linhas, 1945 legou dois monumentos eternos à cultura rubro-negra: a composição da marcha 'Hino Rubro-Negro' ('Uma vez Flamengo, sempre Flamengo...') por Lamartine Babo e o lançamento de 'Histórias do Flamengo', de Mário Filho, primeiro livro dedicado ao clube.
Esquadrão Base
Os onze de 1945
- Luiz Borracha goleiro Luiz Gonzaga Lebrego
- Newton Canegal zagueiro
- Quirino zagueiro Quirino Rodrigues
- Biguá médio-direito Moacir Cordeiro
- Modesto Bria centro-médio
- Jaime de Almeida médio-esquerdo
- Adílson ponta-direita
- Zizinho meia-direita Thomaz Soares da Silva
- Sylvio Pirillo centroavante
- Tião meia-esquerda
- Jarbas ponta-esquerda Jarbas Batista
Craque da temporada
Zizinho
No auge técnico de sua carreira no Flamengo, Zizinho comandou o meio-campo rubro-negro na histórica goleada de 7x0 sobre o Fluminense em São Januário (maior placar da história do clássico) e nos 10x1 sobre o Bonsucesso pelo Campeonato Carioca.
Artilheiro
Sylvio Pirillo
15 gols
Escopo: Torneio Municipal 1945 (artilheiro geral da competição, incluindo 4 gols nos 7x0 sobre o Fluminense)
Crônica
Crônica de 1945
O ano de 1945 não deixou taça de campeão carioca na sala de troféus, mas deixou ao Flamengo a sua alma cantada e escrita. Foi o ano em que Lamartine Babo compôs 'Uma vez Flamengo, sempre Flamengo', marcha que se tornaria o hino afetivo de milhões, e em que Mário Filho publicou o primeiro livro sobre a saga rubro-negra. Em campo, houve tardes monumentais: o 7 a 0 sobre o Fluminense em São Januário, maior goleada da história dos Fla-Flus, com quatro gols de Pirillo, e a emoção de 9 de setembro na Gávea, quando o pracinha Perácio voltou vivo da guerra na Itália para vestir de novo o Manto e vencer o rival tricolor.
Texto original escrito em homenagem ao estilo de Armando Nogueira; não é de sua autoria.
Manto e imagem
O manto de 1945
Camisa rubro-negra clássica em aros horizontais vermelhos e pretos (malharias Ceppo e Athleta), gola polo preta com corte em V sem cadarço, mangas curtas, monograma CRF branco bordado no peito esquerdo, sem numeração nas costas, calção branco e meiões rubro-negros.
- Calção
- branco
- Meião
- rubro-negro
- Em uso desde
- 1939
Imagem em curadoria.
O arquivo ainda não foi importado para o acervo local.
Ressalvas e divergências entre fontes
Presidente: Marino Machado de Oliveira. Técnico: Flávio Costa. Títulos de base e amadores (FlaEstatística): Campeão Carioca Juvenil (invicto), Campeão Carioca de Reservas (Taça Fernando Loretti) e Tricampeão Carioca de Pugilismo.